País e Estado
É necessário, contudo, estabelecer a diferença entre Estado e País.
Enquanto o primeiro é uma instituição formada por povo, território e governo, o
segundo é um conceito genérico referente a tudo o que se encontra no território
dominado por um Estado e apresenta características físicas, naturais,
econômicas, sociais, culturais e outras. No nosso caso, o Brasil é o país e a
República Federativa do Brasil é o Estado.
Nação
Por outro lado, o conceito de Nação, por sua vez, também possui suas
diferenças e particularidades em relação aos demais termos supracitados. Nação
significa uma união entre um mesmo povo com um sentimento de pertencimento e de
união entre si, compartilhando, muitas vezes, um conjunto mais ou menos
definido de culturas, práticas sociais, idiomas, entre outros. Assim sendo, nem
sempre uma nação equivale a um Estado, ou a um país ou, até mesmo, a um
território, havendo, dessa forma, muitas nações sem território e sem uma
soberania territorial constituída.
A Espanha é um exemplo clássico de Estado multinacional, ou seja, com
um grande número de nações vivendo em seu território. Existem os espanhóis, mas
também existem os catalães, uma nação atualmente sem um Estado soberano e,
portanto, sem um território político definido, além dos bascos, navarros e
alguns outros. A maior parte dessas nações reivindica, inclusive, a criação de
seus Estados independentes, com a delimitação de seus respectivos territórios,
algo que ainda não foi conseguido.
Outro exemplo de nação sem território são os Curdos, conhecidos por
serem a maior de todas as nações sem um Estado correspondente, de forma que seu
povo habita vários países situados ao longo do Oriente Médio, no continente
asiático. Essa nação vem solicitando a vários países e instituições
internacionais a criação de seu país, que se chamaria Curdistão.
Nacionalismo
Muitos Estados, para garantirem o exercício de suas soberanias em seus
territórios, tentam criar entre os seus habitantes um sentimento nacional, ou
seja, a ideia de que aquele país equivale a uma nação geral, o que costuma ser
chamado de nacionalismo. O estímulo ao nacionalismo é visto com bons olhos por
muitas pessoas no sentido de essas valorizarem os seus territórios e suas
populações, mas é preciso ter cuidado, pois os fatos históricos já demonstraram
que um nacionalismo extremo pode provocar uma onda de fascismo. Nesse caso, o
governo e até as pessoas passam a considerar que a sua nação (ou “raça”) é
naturalmente superior às demais, justificando ações bélicas e formas de
preconceito diversas, tal qual foi o caso do Nazismo na Alemanha em meados do
século XX.
Estado Nação
Um estado-nação é uma área geográfica que pode ser identificada como
possuidora de uma política legítima, que pelos próprios meios, constitui um
governo soberano. Enquanto um estado é uma entidade política e geopolítica, uma
nação é uma unidade étnica e cultural. O termo "estado-nação" implica
em uma situação onde os dois são coincidentes. O Estado-nação afirma-se por
meio de uma ideologia, uma estrutura jurídica, a capacidade de impor uma
soberania, sobre um povo, num dado território com fronteiras, com uma moeda
própria e forças armadas próprias também.
O conceito de um estado-nação pode ser comparado e contrastado com o
de um estado multinacional, cidades-estado, impérios, confederações, e outras
formações de estados dos quais podem sobrepor-se. Ao longo da história,
existiram estados-nações em diferentes épocas e lugares do mundo, e atualmente
representam a forma dominante de organização geopolítica mundial.
O Estado nação é essencialmente formado por três elementos:
1. O Território
Território é uma área delimitada e definida pela relação entre
diferentes indivíduos ou grupos. Sua acepção pode ser tida, primordialmente, em
dois aspectos distintos: no âmbito do direito administrativo o termo irá se
referir à porção da superfície terrestre onde existe a validade de determinado
contrato social (por exemplo: a Constituição da República Federativa do Brasil
é vigente em todo o território nacional); por outro lado, é um termo que se
refere às inúmeras interações humanas com o meio natural e que irão definir as
diversas formas de expressão desta interação (por exemplo: a paisagem urbana).
Sendo muito utilizado nas ciências biológicas para referir à porção da
superfície terrestre onde determinada espécie ocorre (por exemplo: animais
territorialistas).
2. Um Povo
É unânime a necessidade do povo como elemento para a constituição e
existência do Estado, sendo certo afirmar, por isso mesmo, que não é possível a
existência do Estado sem ele, notadamente porque, em última análise, é para ele
que o Estado se forma.
3. Soberania
A soberania está relacionada ao poder ou a autoridade exercida por um
determinado território.
Territorialidade
É um princípio de Direito que permite estabelecer ou delimitar a área
geográfica em que um Estado exercerá a sua soberania. Essa área geográfica é o
território, que constitui a base geográfica do poder. O território compreende a
terra firme, as águas aí compreendidas (exemplos: rios e lagos), o mar
territorial, o subsolo, a plataforma continental, bem como o espaço aéreo
correspondente ao domínio terrestre e ao mar territorial.
Fronteiras
A fronteira é o limite entre duas partes distintas, por exemplo, dois
países, dois estados. As fronteiras representam muito mais do que uma mera
divisão e unificação dos pontos diversos. Elas determinam também a área
territorial precisa de um Estado, a sua base física.
Principais tipos de fronteira:
Fronteiras políticas
O espaço onde o Estado Nacional exerce sua soberania também é chamado
território. Esses territórios são separados por limites, que muitas vezes são
acidentes naturais (rios, lagos, cadeias de montanhas). Algumas vezes, esses
limites são apenas rua ou uma estrada. De qualquer forma, construídos pela
natureza, ou não, esses limites foram estabelecidos após séculos de um passado
que envolveu guerras, acordos, conquistas e tratados.
Se, por um lado, as fronteiras são elementos de separação de povos e
culturas, elas podem significar também uma aproximação entre nações vizinhas,
quando essa separação territorial não implica disputas e rivalidades.
As fronteiras políticas podem ser:
-Fronteiras efetivas, que representam limites territoriais
reconhecidos internacionalmente, como a fronteira entre Brasil e Uruguai.
-Fronteiras em litígio, onde existe um limite territorial de fato,
sobre o qual não há acordo, ou que está sujeito a arbitragem, como ocorre com
Vene¬zuela e Suriname.
Existem ainda as fronteiros indefinidas, onde não foram demarcados
limites fixos entre os Estados; os limites mostram, apenas, áreas aproximadas
de soberania, como, por exemplo, entre lêmen e Arábia Saudita.
Podemos representar essas fronteiras através da cartografia. A cada um
desses territórios delimitados chamamos países. Hoje, no planisfério político,
temos 192 países. Eram apenas 82, em 1950. À medida que novos países são
acrescentados no mapa-múndi, aumenta o número de disputas de fronteiras
internacionais.
Oceanos e as Fronteiras Políticas
Os oceanos também são objetos de legislação internacional, uma vez que
são muito ricos em recursos pesqueiros e exploração de petróleo, além de serem
via de circulação de comercio internacional e de turismo.
O Continente Sem Fronteiras
A Antártida é o único continente que não tem fronteiras políticas.
Existe um acordo internacional, o Tratado da Antártida, assinado em 1961.
Outras Fronteiras da Globalização:
Fronteiras Naturais
São determinadas por elementos da natureza. São as chamadas faixas de
transição, que funcionam como fronteiras entre ecossistemas diferentes. No
Brasil, por exemplo, os ecossistemas amazônicos e da caatinga são separados
pela Zona dos Cocais (Meio-Norte). Em escala global, os semi-desertos formam
uma fronteira natural ao longo dos desertos.
Fronteiras Supranacionais
Fronteiras que separam grupos de nações. Tanto podem ser naturais
(como as fronteiras entre continentes e subcontinentes, como no caso das Américas,
separadas do restante por oceano) ou cultural (regiões com diferentes idiomas,
religiões, etc) ou geopolítica (nações pertencentes ao NAFTA, OTAN, etc).
Fronteiras Econômicas
Fronteiras econômicas: por fronteiras econômicas, podemos
entender o processo de formação de
mercados regionais em todo mundo advindo da globalização ( como o Mercosul,
NAFTA, União Europeia, APEC) nos quais em muitos desses megablocos econômicos é
permitida a livre circulação de pessoas, bens e serviços, ou mesmo os limites
econômicos entre os setores de produção dentro de um determinado território,
por exemplo no estado do Rio de Janeiro temos um setor Metal-Mecânico no sul do
estado e a atividade extrativista no norte, com a exploração de petróleo,
passando pela indústria têxtil na região serrana.
Fronteiras Culturais
Fronteiras culturais: as fronteiras culturais são os limites
territoriais entre os grupos étnicos e religiosos, caso por exemplo, dos índios
no Brasil, ou num plano internacional, do povo Basco na Espanha, ou do povo
palestino. Em muitas dessas fronteiras podemos explicar conflitos étnicos entre
muitos desses grupos. Uma relação de uma determinada cultura impede que se
chegue a outra. O que acaba muitas vezes gerando esses atritos.
Fronteiras Tecnológicas
O mundo globalizado também têm sua fronteira criada pelas
desigualdades sociais, econômicas e de acesso à tecnologia: a linha que divide
o mundo rico (países do norte) do mundo pobre (países do sul).
Atividades:
1) A análise
geográfica é feita a partir de várias lentes e conceitos. Assim, é preciso
conhecer bem esses conceitos para que a leitura da sociedade e do espaço seja
feita de forma adequada. Pensando por esse prisma, observe o conceito a seguir:
“É uma instituição formada por povo, território e governo.
Representa, portanto, um conjunto de instituições públicas que administra um
território, procurando atender os anseios e interesses de sua população.”
A que conceito refere-se a afirmação acima?
a) Território
b) Nação
c) Estado
d) Governo
2) A respeito do conceito de território, é correto afirmar
que:
I) Ao nos referirmos ao território brasileiro, referimo-nos
ao espaço soberano reconhecido internacionalmente.
II) Os limites do território podem ser bem definidos ou não
muito claros. As fronteiras podem variar de acordo com o espaço em análise.
III) Na Geografia, há um consenso exato sobre o que seja o
conceito básico de território. Esse conceito é único para todas as análises
espaciais, sociais e territoriais.
IV) É possível entender o conceito de território como sendo
o espaço geográfico apropriado e delimitado por relações de soberania e poder.
Estão corretas as alternativas:
a) I, III e IV.
b) I, II e IV.
c) I e III.
d) Todas as alternativas.
3) Complete as frases abaixo:
a) A palavra __________________, corresponde a um país
soberano, politicamente organizado em um território.
a) Estado b)
Província c) País d) Território
b). Uma _______________ é formada por um conjunto de pessoas
que construíram costumes, tradições, histórias, formas de produzir e
organizar-se em um território, conferindo-lhe identidade cultural e espacial.
Essa identidade coletiva gera uma consciência nacional que compartilha hábitos,
costumes, língua, religião e que, por sua vez, possibilita a construção de uma
história comum.
a) Governo b)
Nação c) País d) Povo
4) Associe cada um dos termos aos seus respectivos
conceitos.
(A) Estado (B) Nação (C) Território (D) País
( ) Território
politicamente delimitado por fronteiras, com unidade político-administrativa,
em geral, habitado por uma comunidade com história própria. Possui um Estado
constituído e uma Constituição.
( ) Base física sobre
a qual um Estado exerce sua soberania. Pode ser delimitado por fronteiras
naturais ou artificiais; é formado pelo solo continental e insular, o subsolo,
o espaço aéreo e o território marítimo.
( ) Coletivo humano
que possui características comuns, como a língua e a religião. Seus membros
estão ligados por laços históricos, étnicos e culturais.
( ) Ordenamento
jurídico que regula a convivência dos habitantes de um país. Dele fazem parte o
poder Legislativo, o poder Executivo e o poder Judiciário, País, nação,
território e Estado
5) Marque na segunda coluna a correspondência correta em
relação a primeira coluna:
1º Coluna:
1- Limite
2- Fronteira
2º Coluna:
( ) Estabelecido
por acordos e tratados.
( ) É uma faixa do
território.
( ) Pode ser
marítima ou terrestre.
( ) Definidos por
acidentes geográficos ou marcos sobre o terreno.
6) Escreve V para verdadeiro e F para falso nas
afirmações a seguir.
a) ( ) Todo país é um Estado-nação.
a) ( ) Todo país é um Estado-nação.
b) ( ) O Estado é a
forma como a sociedade se organiza politicamente. É o ordenamento jurídico que
regula a convivência dos habitantes de um país.
c) ( ) Os tibetanos são exemplo
de um Estado sem nação.
d) ( ) Não existe nação sem território próprio
7) Relacione:
a) País
b) Fronteira política
c) Território
d) Território marítimo
e) Estado
f)
Nação
( ) É a forma como a sociedade se organiza politicamente; é o ordenamento
jurídico que regula a convivência dos habitantes de um país; o conjunto das
instituições com seus funcionários que organizam e administram a sociedade.
( ) É
a faixa de mar que se estende da costa de um território até certa distância
da mesma. O estado exerce sobre o mar territorial sua soberania.
( ) Coletivo
humano com características comuns; um povo que fala a mesma língua,que tem as
sua tradições , costumes e religião, ligados por laços históricos e culturais
.
( ) É a base física sobre a qual um Estado exerce sua soberania; o território
é delimitado por fronteiras políticas . O território de um país é formado pelo
solo continental e insular (cercado de águas, como uma ilha), o subsolo, o
espaço aéreo e o território marítimo.
( )Território politicamente delimitado por
fronteiras com unidade político-administraiva (Estado), habitado por uma
comunidade (nação) com história própria representada.
8) O conceito de nação, por levar em conta aspectos considerados subjetivos, como identidade e sensação de pertencimento, possui uma variedade de análises, com enfoques e características distintas. A respeito da concepção de nação, assinale a alternativa incorreta:
11)PUC-RIO)
CONTRA O VÉU ISLÂMICO — FRANÇA PROÍBE USO DA BURCA (14/10/2009)
CIGANOS EXPULSOS DA FRANÇA SERÃO 950 DENTRO DE UMA SEMANA (25/08/2010)
a) Explique o que é XENOFOBIA e como ela afeta a pluralidade cultural no espaço europeu.
b) Indique UMA CAUSA CULTURAL da proibição do uso do véu islâmico e UMA CAUSA ECONÔMICA da expulsão dos ciganos pelo atual governo francês.
12)(UENP) Leia atentamente o fragmento de texto a seguir. Trata-se de uma entrevista com o sociólogo Zigmunt Bauman.
Poderia falar mais amplamente sobre os riscos da modernidade?
Uma das características do que chamo de "modernidade sólida" era que as maiores ameaças para a existência humana eram muito mais óbvias. Os perigos eram reais, palpáveis, e não havia muito mistério sobre o que fazer para neutralizá-los ou, ao menos, aliviá-los. Era óbvio, por exemplo, que alimento, e só alimento, era o remédio para a fome.
Os riscos de hoje são de outra ordem, não se pode sentir ou tocar muitos deles, apesar de estarmos todos expostos, em algum grau, a suas consequências. Não podemos, por exemplo, cheirar, ouvir, ver ou tocar as condições climáticas que gradativamente, mas sem trégua, estão se deteriorando. O mesmo acontece com os níveis de radiação e de poluição, a diminuição das matérias-primas e das fontes de energia não renováveis, e os processos de globalização sem controle político ou ético, que solapam as bases de nossa existência e sobrecarregam a vida dos indivíduos com um grau de incerteza e ansiedade sem precedentes.
Diferentemente dos perigos antigos, os riscos que envolvem a condição humana no mundo das dependências globais podem não só deixar de ser notados, mas também deixar de ser minimizados mesmo quando notados. As ações necessárias para exterminar ou limitar os riscos podem ser desviadas das verdadeiras fontes do perigo e canalizadas para alvos errados. Quando a complexidade da situação é descartada, fica fácil apontar para aquilo que está mais à mão como causa das incertezas e das ansiedades modernas. Veja, por exemplo, o caso das manifestações contra imigrantes que ocorrem na Europa. Vistos como "o inimigo" próximo, eles são apontados como os culpados pelas frustrações da sociedade, como aqueles que põem obstáculos aos projetos de vida dos demais cidadãos. A noção de "solicitante de asilo" adquire, assim, uma conotação negativa, ao mesmo tempo em que as leis que regem a imigração e a naturalização se tornam mais restritivas, e a promessa de construção de "centros de detenção" para estrangeiros confere vantagens eleitorais a plataformas políticas.
Para confrontar sua condição existencial e enfrentar seus desafios, a humanidade precisa se colocar acima dos dados da experiência a que tem acesso como indivíduo. Ou seja, a percepção individual, para ser ampliada, necessita da assistência de intérpretes munidos com dados não amplamente disponíveis à experiência individual. E a Sociologia, como parte integrante desse processo interpretativo — um processo que, cumpre lembrar, está em andamento e é permanentemente inconclusivo —, constitui um empenho constante para ampliar os horizontes cognitivos dos indivíduos e uma voz potencialmente poderosa nesse diálogo sem fim com a condição humana.
PALLARES-BURKE, Maria Lúcia Garcia. Entrevista com Zigmunt Bauman. Tempo soc. [online]. 2004
Sobre a questão dos imigrantes na Europa, julgue a veracidade das proposições abaixo.
I. A França começou a ser lentamente islamizada, em consequência de ondas sucessivas de novas migrações, nomeadamente das suas antigas colônias africanas, na sua maioria islamizadas. O número de muçulmanos não parou de aumentar (cerca de 10% da população francesa). Os grandes valores republicanos, com que a França integrava facilmente os imigrantes europeus, começaram a não surtirem efeito. A França começou então a depurar as suas referências culturais para se ajustar a esta nova realidade.
II. A Inglaterra e a Holanda adotaram um modelo próprio de integração: o multiculturalismo, isto é, cada imigrantes pode ter os valores que quiser, viver como entender, praticar a sua religião, mas não pode é interferir na ordem instituída. Tudo isto em nome da tolerância e dos direitos do indivíduo. A verdade é que essas sociedades acabaram por entrar numa lógica segregacionista: naturais para um lado, estrangeiros para outro.
III. A Alemanha e a Suíça levaram até às últimas consequências o modelo segregacionista, impondo uma clara separação entre "naturais" e "imigrantes. Estes últimos são mantidos, desde a sua chegada, a distância, sendo-lhes dito que não passam de mão-de-obra descartável, sempre que a situação o exija. Apesar do elevado número de imigrantes turcos existentes na Alemanha, a verdade é que apenas um pequeno número conseguiu naturalizar-se alemão.
Pode-se afirmar que é(são) verdadeira(s):
a) todas
b) apenas II e III
c) apenas I e II
d) apenas I e III
e) nenhuma
13) (UERJ) Cada um, de cada lugar do mundo, tem de assinalar em seu endereço eletrônico o país onde mora e de onde fala (.br, .ar, .mx, etc.); aquele que fala a partir dos EUA não precisa apor .us ao seu endereço e, assim, é como se falasse de lugar-nenhum, tornando familiar que cada qual se veja, sempre, de um lugar determinado, enquanto haveria aqueles que falam como se fossem do mundo e não de nenhuma parte específica.
Adaptado de Carlos Walter Porto-Gonçalves In: LANDER, Edgardo (org.). A colonialidade do sa
ber. Buenos Aires: CLACSO, 2005.
8) O conceito de nação, por levar em conta aspectos considerados subjetivos, como identidade e sensação de pertencimento, possui uma variedade de análises, com enfoques e características distintas. A respeito da concepção de nação, assinale a alternativa incorreta:
a) Nem
sempre uma nação equivale a um Estado ou a um país ou, até mesmo, a um
território, podendo haver, então, muitas nações sem território e sem uma
soberania territorial constituída.
b) Dentro do
território espanhol existem várias nações, como a nação basca, catalã, navarra,
andaluz e galega.
c) Um
exemplo conhecido de nação sem território definido são os curdos, que habitam
vários países ao longo do Oriente Médio.
d) As nações
que não possuem território soberano delimitado, como os curdos e os bascos, não
almejam o reconhecimento de territórios. Historicamente foram construindo uma
trajetória de identificação e pertencimento ao Estado que os acolheu.
e) O
conceito de nação foi utilizado muitas vezes como estratégia ideológica de
manipulação de uma população. Exemplo disso é a tentativa de construção do
nacionalismo, em que governos tentam criar entre os seus habitantes um
sentimento nacional, ou seja, a ideia de que aquele país equivale a uma nação
geral.
9) “Alguns conflitos na Europa tiveram origem vários séculos atrás e
relacionam-se ao processo de incorporação de territórios e de grupos étnicos
minoritários, como é o caso da dominação inglesa sobre os irlandeses e a
espanhola sobre os bascos”.
(Lucci, Elian Alabi; Anselmo Lázaro Branco e Cláudio Mendonça.
Território e sociedade no mundo globalizado: Geografia Geral e do Brasil.
Ensino Médio. São Paulo: Saraiva, 2005 p.390.)
Sobre o tema dos conflitos étnicos nacionais, assinale a alternativa
correta:
a) Os povos bascos são marcados pela luta por autonomia da região basca
e pelo empreendimento separatista na Espanha, com o objetivo de se criar um
País Basco, que tomaria todo o território espanhol.
b) A Irlanda do Norte é uma nação independente da Grã-Bretanha, com
quem forma apenas uma integração territorial e econômica.
c) O grupo terrorista basco ETA, apesar de lutar pela criação do País
Basco, não conta com o apoio da maioria basca e, desde 2006, anunciou a
deposição de suas armas.
d) A luta da Irlanda do Norte por sua independência frente ao
território britânico foi marcada por muitos conflitos e, ainda hoje, não existe
previsão de pacificação entre as duas partes, com a realização de atentados
terroristas praticamente todos os dias.
10) (FATEC)
“Palavras de ordem, símbolos, propaganda, atos públicos, vandalismo e violência
são, atualmente, manifestações de hostilidade frequentes contra estrangeiros na
Europa. Os países onde mais intensamente têm ocorrido conflitos são Alemanha,
França, Inglaterra, Bélgica e Suíça.”
(MOREIRA,
Igor e AURICCHIO, Elizabeth. Construindo o espaço mundial. 3.ª ed. São Paulo:
Ática, 2007, p. 37. Adaptado.)
Sobre o fenômeno social enfocado pelo texto, é
válido afirmar que se trata de conflitos:
a) civis e
militares, relacionados às formas históricas de exploração dos países do
chamado Terceiro Mundo.
b) ligados
ao nacionalismo, ao racismo e à xenofobia, no contexto globalizado das grandes
migrações internacionais.
c) entre
imigrantes das diversas nacionalidades que invadem a Europa, atualmente, na
disputa por empregos e por melhores condições de vida.
d)
culturais, principalmente causados pelo conflito armado entre países católicos
e protestantes, mas também, sobretudo, conflitos contra países islâmicos.
e) étnicos e
sociais decorrentes das dificuldades de desenvolvimento de países europeus em
continuar a sua industrialização nos setores tecnológicos de ponta.
CONTRA O VÉU ISLÂMICO — FRANÇA PROÍBE USO DA BURCA (14/10/2009)
Fontes: Google.imagens.com.br e Vera Monteiro/Agências
A partir das imagens das reportagens selecionadas, responda o que se pede:a) Explique o que é XENOFOBIA e como ela afeta a pluralidade cultural no espaço europeu.
b) Indique UMA CAUSA CULTURAL da proibição do uso do véu islâmico e UMA CAUSA ECONÔMICA da expulsão dos ciganos pelo atual governo francês.
12)(UENP) Leia atentamente o fragmento de texto a seguir. Trata-se de uma entrevista com o sociólogo Zigmunt Bauman.
Poderia falar mais amplamente sobre os riscos da modernidade?
Uma das características do que chamo de "modernidade sólida" era que as maiores ameaças para a existência humana eram muito mais óbvias. Os perigos eram reais, palpáveis, e não havia muito mistério sobre o que fazer para neutralizá-los ou, ao menos, aliviá-los. Era óbvio, por exemplo, que alimento, e só alimento, era o remédio para a fome.
Os riscos de hoje são de outra ordem, não se pode sentir ou tocar muitos deles, apesar de estarmos todos expostos, em algum grau, a suas consequências. Não podemos, por exemplo, cheirar, ouvir, ver ou tocar as condições climáticas que gradativamente, mas sem trégua, estão se deteriorando. O mesmo acontece com os níveis de radiação e de poluição, a diminuição das matérias-primas e das fontes de energia não renováveis, e os processos de globalização sem controle político ou ético, que solapam as bases de nossa existência e sobrecarregam a vida dos indivíduos com um grau de incerteza e ansiedade sem precedentes.
Diferentemente dos perigos antigos, os riscos que envolvem a condição humana no mundo das dependências globais podem não só deixar de ser notados, mas também deixar de ser minimizados mesmo quando notados. As ações necessárias para exterminar ou limitar os riscos podem ser desviadas das verdadeiras fontes do perigo e canalizadas para alvos errados. Quando a complexidade da situação é descartada, fica fácil apontar para aquilo que está mais à mão como causa das incertezas e das ansiedades modernas. Veja, por exemplo, o caso das manifestações contra imigrantes que ocorrem na Europa. Vistos como "o inimigo" próximo, eles são apontados como os culpados pelas frustrações da sociedade, como aqueles que põem obstáculos aos projetos de vida dos demais cidadãos. A noção de "solicitante de asilo" adquire, assim, uma conotação negativa, ao mesmo tempo em que as leis que regem a imigração e a naturalização se tornam mais restritivas, e a promessa de construção de "centros de detenção" para estrangeiros confere vantagens eleitorais a plataformas políticas.
Para confrontar sua condição existencial e enfrentar seus desafios, a humanidade precisa se colocar acima dos dados da experiência a que tem acesso como indivíduo. Ou seja, a percepção individual, para ser ampliada, necessita da assistência de intérpretes munidos com dados não amplamente disponíveis à experiência individual. E a Sociologia, como parte integrante desse processo interpretativo — um processo que, cumpre lembrar, está em andamento e é permanentemente inconclusivo —, constitui um empenho constante para ampliar os horizontes cognitivos dos indivíduos e uma voz potencialmente poderosa nesse diálogo sem fim com a condição humana.
PALLARES-BURKE, Maria Lúcia Garcia. Entrevista com Zigmunt Bauman. Tempo soc. [online]. 2004
Sobre a questão dos imigrantes na Europa, julgue a veracidade das proposições abaixo.
I. A França começou a ser lentamente islamizada, em consequência de ondas sucessivas de novas migrações, nomeadamente das suas antigas colônias africanas, na sua maioria islamizadas. O número de muçulmanos não parou de aumentar (cerca de 10% da população francesa). Os grandes valores republicanos, com que a França integrava facilmente os imigrantes europeus, começaram a não surtirem efeito. A França começou então a depurar as suas referências culturais para se ajustar a esta nova realidade.
II. A Inglaterra e a Holanda adotaram um modelo próprio de integração: o multiculturalismo, isto é, cada imigrantes pode ter os valores que quiser, viver como entender, praticar a sua religião, mas não pode é interferir na ordem instituída. Tudo isto em nome da tolerância e dos direitos do indivíduo. A verdade é que essas sociedades acabaram por entrar numa lógica segregacionista: naturais para um lado, estrangeiros para outro.
III. A Alemanha e a Suíça levaram até às últimas consequências o modelo segregacionista, impondo uma clara separação entre "naturais" e "imigrantes. Estes últimos são mantidos, desde a sua chegada, a distância, sendo-lhes dito que não passam de mão-de-obra descartável, sempre que a situação o exija. Apesar do elevado número de imigrantes turcos existentes na Alemanha, a verdade é que apenas um pequeno número conseguiu naturalizar-se alemão.
Pode-se afirmar que é(são) verdadeira(s):
a) todas
b) apenas II e III
c) apenas I e II
d) apenas I e III
e) nenhuma
13) (UERJ) Cada um, de cada lugar do mundo, tem de assinalar em seu endereço eletrônico o país onde mora e de onde fala (.br, .ar, .mx, etc.); aquele que fala a partir dos EUA não precisa apor .us ao seu endereço e, assim, é como se falasse de lugar-nenhum, tornando familiar que cada qual se veja, sempre, de um lugar determinado, enquanto haveria aqueles que falam como se fossem do mundo e não de nenhuma parte específica.
Adaptado de Carlos Walter Porto-Gonçalves In: LANDER, Edgardo (org.). A colonialidade do sa
ber. Buenos Aires: CLACSO, 2005.
O texto acima contém uma reflexão acerca de um aspecto importante das redes mundiais de produção e circulação de conhecimento. Segundo o autor, essas redes são marcadas pelo conceito de:
a) pluralismo
b) autoritarismo
c) nacionalismo
d) etnocentrismo
e) idealismo
14) (UERJ) Um dos grandes desafios do século XXI para tornar o mundo melhor é o de aprender a conviver com os outros, aceitar e respeitar os que são diferentes na cultura, na religião, nos costumes, na sexualidade etc. A intolerância, os preconceitos, as discriminações e o racismo, no entanto, vêm crescendo. Sobre esse assunto, é CORRETO afirmar:
a) o princípio de que todos os seres humanos são iguais, independentemente de sexo, cor da pele, orientação sexual, local de nascimento, valores culturais, existe de direito e de fato nas sociedades democráticas.
b) o racismo consiste numa tendência a desvalorizar certos grupos étnicos, sociais ou culturais, atribuindo-lhes características inferiores e manifesta-se na segregação e rejeição de valores culturais.
c) os neonazistas, os carecas, os arianos, entre outros, são grupos organizados que visam combater os preconceitos, sobretudo contra migrantes pobres.
d) a xenofobia e a homofobia atingem em maior grau os indígenas, os negros e a mulher, considerados inferiores em determinadas sociedades.
15) (UPB) Os movimentos separatistas - regionais, religiosos e étnico-nacionais - são marcas que reordenam os territórios pertencentes a diversas sociedades mundiais. Em alguns países, grupos étnico-nacionais diferentes convivem tranqüilamente, enquanto que, em outros, há sérios conflitos e movimentos sociais que acabam redefinindo os territórios. Um exemplo é a África do Sul, que, ao longo dos anos de 1980 e de 1990, com a questão do Apartheid, teve vários conceitos associados a essa barreira ideológica. Nesse sentido, associe cada termo citado, na 1ª coluna, ao respectivo significado descrito, na 2ª coluna:
(1) Muro Antiimigração
(2) Comunidade
(3) Identidade étnico-cultural
(4) Etnia
(5) Sociedade
( ) É contrário(a) ao espírito de cooperação, contraponto da relação bilateral em seu conjunto, e prevalece para garantir a segurança na fronteira, gerando um clima de tensão entre as comunidades fronteiriças.
( ) Está associado(a) a determinadas formas de organização social que surgem e se desenvolvem através da experiência de grupos humanos identificados por crenças, normas, idiomas e técnicas,
aprovadas pela Declaração Universal dos Direitos Humanos.
( ) É constituído(a) por comunidades diferenciadas pela cor da pele, por uma cultura específica e pela origem em uma dada população nacional.
A seqüência correta é:
a) 1, 3, 4
b) 1, 2, 3
c) 2, 3, 5
d) 1, 2, 4
e) 2, 4, 5
16) (UNIFACS) O perfil racial da Fundação Unipalmares é único na América do Sul e há poucas como ela no mundo. O projeto excita e atrai muita gente, como Jairo Abud, professor titular da Fundação Getúlio Vargas, que se apresentou à Unipalmares no início de 2005. A diretora, acanhada, disse que não teria como pagá-lo. Ele respondeu: “Não estou perguntando quanto ou como a senhora vai me pagar, estou dizendo que vou dar aula aqui”.
Inevitável provocar a diretora sobre o tema da democracia racial: “Minhas opiniões sobre isso se
aprofundaram. Hoje eu posso falar a partir de um conhecimento empírico. Eu discordava da democracia racial de Gilberto Freyre, sacava as dificuldades do negro. A importância disto aqui é que nossos alunos têm uma melhoria macro: observo mudanças no modo de eles falarem, de se comportar, a postura, as roupas, o padrão de consumo. Eles começam a ler e selecionar o que lêem. Não importa o que aconteça daqui pra frente, nós já conseguimos fazer nosso aluno entender que aqui ele pode, e alguém da família dele pode também. Olha, estou vivendo a democracia racial pela primeira vez”.(ZIBORDI, 2007, p. 8).
A questão racial no Brasil tem suas origens históricas na escravidão e na situação do negro após a Abolição. Ações políticas, como a da Unipalmares, representam, no contexto da sociedade brasileira,
a) uma comprovação da existência da democracia racial no país, fruto da miscigenação étnica que deu origem ao povo brasileiro.
b) uma política de ação afirmativa, que, através de mecanismos compensatórios, busca corrigir uma injustiça social no país.
c) o reforço do preconceito racial, pois prova a incapacidade intelectual dos negros para ingressarem na universidade sem mecanismos facilitadores.
d) a tese de que a diferenciação ocorre por critérios sociais e não de cor, na medida em que não existem manifestações de racismo na sociedade brasileira.
e) um retrocesso, ao permitir o ingresso na universidade de pessoas desqualificadas, utilizando-se apenas do critério racial e nenhum mecanismo de aferição de conhecimento.
a) pluralismo
b) autoritarismo
c) nacionalismo
d) etnocentrismo
e) idealismo
14) (UERJ) Um dos grandes desafios do século XXI para tornar o mundo melhor é o de aprender a conviver com os outros, aceitar e respeitar os que são diferentes na cultura, na religião, nos costumes, na sexualidade etc. A intolerância, os preconceitos, as discriminações e o racismo, no entanto, vêm crescendo. Sobre esse assunto, é CORRETO afirmar:
a) o princípio de que todos os seres humanos são iguais, independentemente de sexo, cor da pele, orientação sexual, local de nascimento, valores culturais, existe de direito e de fato nas sociedades democráticas.
b) o racismo consiste numa tendência a desvalorizar certos grupos étnicos, sociais ou culturais, atribuindo-lhes características inferiores e manifesta-se na segregação e rejeição de valores culturais.
c) os neonazistas, os carecas, os arianos, entre outros, são grupos organizados que visam combater os preconceitos, sobretudo contra migrantes pobres.
d) a xenofobia e a homofobia atingem em maior grau os indígenas, os negros e a mulher, considerados inferiores em determinadas sociedades.
15) (UPB) Os movimentos separatistas - regionais, religiosos e étnico-nacionais - são marcas que reordenam os territórios pertencentes a diversas sociedades mundiais. Em alguns países, grupos étnico-nacionais diferentes convivem tranqüilamente, enquanto que, em outros, há sérios conflitos e movimentos sociais que acabam redefinindo os territórios. Um exemplo é a África do Sul, que, ao longo dos anos de 1980 e de 1990, com a questão do Apartheid, teve vários conceitos associados a essa barreira ideológica. Nesse sentido, associe cada termo citado, na 1ª coluna, ao respectivo significado descrito, na 2ª coluna:
(1) Muro Antiimigração
(2) Comunidade
(3) Identidade étnico-cultural
(4) Etnia
(5) Sociedade
( ) É contrário(a) ao espírito de cooperação, contraponto da relação bilateral em seu conjunto, e prevalece para garantir a segurança na fronteira, gerando um clima de tensão entre as comunidades fronteiriças.
( ) Está associado(a) a determinadas formas de organização social que surgem e se desenvolvem através da experiência de grupos humanos identificados por crenças, normas, idiomas e técnicas,
aprovadas pela Declaração Universal dos Direitos Humanos.
( ) É constituído(a) por comunidades diferenciadas pela cor da pele, por uma cultura específica e pela origem em uma dada população nacional.
A seqüência correta é:
a) 1, 3, 4
b) 1, 2, 3
c) 2, 3, 5
d) 1, 2, 4
e) 2, 4, 5
Inevitável provocar a diretora sobre o tema da democracia racial: “Minhas opiniões sobre isso se
aprofundaram. Hoje eu posso falar a partir de um conhecimento empírico. Eu discordava da democracia racial de Gilberto Freyre, sacava as dificuldades do negro. A importância disto aqui é que nossos alunos têm uma melhoria macro: observo mudanças no modo de eles falarem, de se comportar, a postura, as roupas, o padrão de consumo. Eles começam a ler e selecionar o que lêem. Não importa o que aconteça daqui pra frente, nós já conseguimos fazer nosso aluno entender que aqui ele pode, e alguém da família dele pode também. Olha, estou vivendo a democracia racial pela primeira vez”.(ZIBORDI, 2007, p. 8).
A questão racial no Brasil tem suas origens históricas na escravidão e na situação do negro após a Abolição. Ações políticas, como a da Unipalmares, representam, no contexto da sociedade brasileira,
a) uma comprovação da existência da democracia racial no país, fruto da miscigenação étnica que deu origem ao povo brasileiro.
b) uma política de ação afirmativa, que, através de mecanismos compensatórios, busca corrigir uma injustiça social no país.
c) o reforço do preconceito racial, pois prova a incapacidade intelectual dos negros para ingressarem na universidade sem mecanismos facilitadores.
d) a tese de que a diferenciação ocorre por critérios sociais e não de cor, na medida em que não existem manifestações de racismo na sociedade brasileira.
e) um retrocesso, ao permitir o ingresso na universidade de pessoas desqualificadas, utilizando-se apenas do critério racial e nenhum mecanismo de aferição de conhecimento.
Gabarito
ResponderExcluirgostaria do gabarito.
ResponderExcluirSim
Excluirpreciso do gabarito
ResponderExcluirCadê o gabarito, hein??????
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