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segunda-feira, 10 de junho de 2019

Revisão para simulado - O QUE É REDE URBANA?

A rede urbana pode ser definida como a interligação entre as cidades que se estabelece a partir dos fluxos de pessoas, mercadorias, capitais e informações. Assim, todas as cidades da rede urbana de um país ou do mundo estabelecem entre si algum tipo de relação, que depende da função que cada cidade possui.

Em virtude da variação da oferta de serviços, negócios, mercadorias, infraestruturas e potencial econômico, as cidades de uma rede urbana constituem-se em uma espécie de hierarquia, na qual uma cidade é mais ou menos atrativa dependendo do papel que ela exerce. Assim, uma grande cidade, por exemplo, que possui os setores de serviços (saúde, transporte, educação etc.) mais bem desenvolvidos, uma grande oferta de trabalho, opções de lazer e mercado consumidor, apresenta uma capacidade de atração maior do que uma cidade pequena que ainda é bastante dependente do meio rural. Essa capacidade de atração de uma cidade, também conhecida como polarização, é o principal elemento utilizado para classificar as cidades de uma determinada rede urbana, que se divide em:

Metrópoles Globais: Cidades com a melhor infraestrutura urbana do mundo e que, em virtude do seu papel econômico e político e da quantidade de serviços oferecidos, exercem grande influência a nível mundial, atraindo pessoas, mercadorias, informações e capitais do mundo todo. São exemplos de cidades globais: Nova Iorque (Estados Unidos), Paris (França), São Paulo (Brasil) e Pequim (China).

Metrópoles Nacionais: São cidades que possuem uma grande influência dentro de um país, polarizando praticamente todo o território. As principais metrópoles nacionais brasileiras são: Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza e Brasília.

Metrópoles Regionais: Têm capacidade de atração restrita à região em que estão localizadas, atraindo pessoas de cidades menores em busca de trabalho, moradia, educação ou tratamento médico que não encontram em suas cidades de origem. São exemplos de metrópoles regionais brasileiras: Goiânia, Belém e Campinas.

Centros regionais ou cidades médias: São cidades que dependem de outra cidade (metrópole regional ou nacional), mas que possuem uma oferta de bens e serviços capaz de polarizar uma ou várias cidades no seu entorno. Um exemplo disso é Santos, que exerce uma influência local no estado de São Paulo.


Outras cidades: Cidades de pequeno e médio porte que atendem as necessidades mais básicas da população de pequenas cidades e vilas.


Fonte: Brasil Escola

Regiões Metropolitanas: Uma região metropolitana é uma área formada por vários municípios que apresentam uma estrutura ou aglomeração urbana interligada entre si ou em torno de uma cidade principal, geralmente uma metrópole. Assim, uma região metropolitana costuma ter um município-sede e as demais localidades sendo suas cidades-satélites ou área metropolitana.

Por exemplo, quando nos referimos ao município de São Paulo, estamos falando de uma metrópole que centraliza em torno de si uma região metropolitana. Quando falamos em “Grande São Paulo” ou Região Metropolitana de São Paulo, estamos incluindo também as suas cidades-satélites, tais como Guarulhos, Osasco e muitas outras. Essa região, no caso, é formada por um conjunto total de 39 cidades, a maior aglomeração urbana do Brasil, com uma população que se aproxima da casa dos 20 milhões de habitantes, segundo dados do IBGE de 2010.

No Brasil, as regiões metropolitanas são estabelecidas por lei, e sua implementação ocorreu em razão da necessidade de uma maior complementaridade entre as estruturas que formam essas cidades. Em outras palavras, as cidades de uma mesma região metropolitana precisam apresentar sistemas de transporte, comunicação, pavimentação e outros que estejam interligados entre os diferentes limites municipais. Isso tudo porque essas cidades passaram ou estão passando por um processo de conurbação.

Mas o que é conurbação?

Conurbação é o processo em que a área urbana de duas ou mais cidades fica interligada entre si, de modo a não haver uma distinção visual entre ambas, ou seja, as áreas urbanas de diferentes municípios formam uma mesma aglomeração, incluindo aí uma relação socioeconômica de interdependência, algo característico das regiões metropolitanas.

Atualmente, existem no Brasil 37 regiões metropolitanas oficialmente instituídas, embora existam críticas sobre tal aspecto, uma vez que estudos geográficos apontam que nem todas apresentam estruturas socioespaciais típicas de regiões metropolitanas, o que faz com que elas existam somente nos termos jurídicos. A seguir, temos um quadro com a dez maiores e mais importantes regiões metropolitanas do país e dados do Censo Demográfico do IBGE de 2010.

As 10 maiores regiões metropolitanas do Brasil (2010)
As 10 maiores regiões metropolitanas do Brasil (2010)
As 10 maiores regiões metropolitanas do Brasil (2010)

Podemos notar que, apesar de a maioria das regiões metropolitanas ser liderada por capitais estaduais, isso não necessariamente é uma regra, tal qual o caso de Campinas, que possui sua própria região metropolitana sem ser uma capital. Existem também outros casos, como a Baixada Santista (SP), Londrina (PR), Cariri (CE) e outras.

Atividades:

01) O que é conurbação°

02) O que é uma região metropolitana?

03) O que é rede urbana?

04)“Em estudo sobre a hierarquia urbana do Brasil, Fortaleza figura como o terceiro mais importante polo agregador de pessoas em todo o País, perdendo apenas para dois centros reconhecidamente bem maiores em termos populacionais e econômicos: Rio de Janeiro e São Paulo. Referido estudo mostra que a influência de algumas cidades se expande além da jurisdição de seu território, um fenômeno denominado de região de influência urbana, e é exatamente nesse item que está enquadrada a metrópole cearense”.
Diário do Nordeste, Editorial, 07 jul. 2012.
Disponível em: http://diariodonordeste.verdesmares.com.br>. Acesso em: 21 ago. 2015.
De acordo com as informações acima, a cidade supracitada pode ser classificada como:
a)metrópole global 
b) metrópole nacional
c) metrópole regional
d) capital comercial

05) Leia com atenção o texto a seguir e identifique o fator geográfico no qual ele se relaciona. 
“As inovações econômicas e sociais foram enormes, pois associavam-se, neste contexto, à revolução demográfica (crescimento acelerado da população), ao êxodo rural e à integração do território pelos transportes e comunicações, surgindo cidades de todos os tipos e com diferentes níveis funcionais.”
a) ruralização do território;
b) industrialização e urbanização;
c) desintegração territorial;
d) nenhuma das alternativas.

06)Assinale a alternativa correta:
a) A industrialização brasileira é muito antiga.
b) A região de São Paulo se destacava na era do café, porém após a industrialização brasileira deixou de ser atrativa.
c) O Brasil não é um país industrializado.
d) A industrialização brasileira se deu no século XX e é considerada recente

07) O meio de transporte mais comum dos produtos industrializados no Brasil é:
a) Rodovias.
b) Ferrovia.
c) Hidrovias.
d) Transporte aéreo.

08)  Assinale V para verdadeiro e F para falso:
(  ) A população urbana brasileira diminuiu a partir de 1940.
(  ) A urbanização brasileira é recente assim como o processo de industrialização.
(  ) A maior parte da população brasileira vive nas cidades.
(  ) A população rural brasileira diminuiu a partir de 1940.
(  ) Escolas, hospitais, supermercado, autopostos são exemplos de serviços urbanos.
(  ) Alguns dos problemas sociais urbanos das cidades são poluição atmosférica e das águas.
(  ) Quando as áreas urbanas de dois ou mais municípios se unem fisicamente ocorre o processo de conurbação.
(  ) A maior região metropolitana do Brasil é a região metropolitana de Curitiba.

09)Segundo a hierarquia urbana, as cidades mais importantes de um país, que comandam a rede urbana nacional, estabelecendo áreas de influência, correspondem aos (às):
a) centros regionais
b) cidades-dormitórios
c) metrópoles nacionais
d) capitais regionais
e) metrópoles regionais

10) Megacidades são aglomerações urbanas que:
a) alojam centros do poder mundial e sedes de empresas transnacionais.
b) concentram mais de 50% da população total, em países pobres.
c) têm mais de 10 milhões de habitantes, em países ricos ou pobres.
d) pertencem a países de grande importância no comércio mundial


11) Favelização é o processo de surgimento e crescimento do número de favelas em uma dada cidade ou local. Trata-se de um problema social, pois tais moradias constituem-se a partir das contradições econômicas, históricas e sociais, o que resulta na formação d90e casas sem planejamento mínimo, oriundas de invasões e ocupações irregulares.
O processo de favelização das cidades ocorre especialmente em virtude:
a) da urbanização desordenada e do processo de industrialização.
b) da crescente falta de postos de trabalho.
c) da ausência de espaços adequados à ocupação nos grandes centros urbanos.
d) da carência dos recursos públicos para investimento em moradias.
e) da desinformação da população sobre a disponibilidade de empregos.

12) (UFAC) A intensa e acelerada urbanização brasileira resultou em sérios problemas sociais urbanos, dentre os quais, podemos destacar:
a) Falta de infraestrutura, limitações das liberdades individuais e altas condições de vida nos centros urbanos.
b) Aumento do número de favelas e cortiços, falta de infraestrutura e todas as formas de violência.
c) Conflitos e violência urbana, luta pela posse da terra e acentuado êxodo rural.
d) Acentuado êxodo rural, mudanças no destino das correntes migratórias e aumento no número de favelas e cortiços.
e) Luta pela posse da terra, falta de infraestrutura e altas condições de vida nos centros urbanos.


Quadro síntese fases da Revolução Industrial




Fonte: JOIA, Antonio Luís e GOETTEMS, Arno Aloísio. Geografia: leituras e interação, v. 2.

quarta-feira, 27 de março de 2019

Atividades de revisão para as turmas do 2º ano - Revolução Industrial e Nova Ordem Mundial

A integração econômica e cultural entre os países, conhecida como Globalização, só foi possível a partir da criação e popularização de diversas tecnologias que adquiriram um papel fundamental tanto para o desenvolvimento da economia mundial quanto para a sociedade que se tornou cada vez mais dependente da tecnologia. As redes de comunicação nesse mundo globalizado, cada vez mais rápidas e eficientes, permitiram a comunicação e o acesso rápido a qualquer parte do globo de forma instantânea. Contribuindo assim, para:
- o desenvolvimento do comércio internacional, visto que a interligação entre as bolsas de valores, dos bancos e das grandes corretoras de diversos países através de uma vasta rede de computadores aumenta a velocidade das transações e possibilita aos investidores movimentar instantaneamente suas aplicações financeiras;
- o crescimento de empresas multinacionais, que podem ser controladas de qualquer lugar do mundo;
- a circulação de capitais que pode ser realizada de qualquer lugar do mundo, com o uso de - computadores e até smartphones;
- a circulação de informações, que atualmente acontece instantaneamente;
- a comunicação em massa, na qual as pessoas podem se comunicar instantaneamente com qualquer pessoa do mundo;
- a transformação da paisagem que vai sendo alterada para incorporar as diversas redes de comunicação por satélite artificial, de cabos de fibra óptica, de antenas para celulares etc.
Porém, apesar de se tornarem cada vez mais necessárias e utilizadas no mundo, tanto nas relações comerciais quanto no cotidiano das pessoas que vivem nesse mundo globalizado, o uso das redes de comunicação não diminuem as diferenças sociais. Isso por que, assim como os efeitos da globalização não atingem a todos da mesma maneira, muitas vezes o uso das novas tecnologias não ocasionam grandes revoluções na realidade socioespacial. E, embora o acesso a essas redes atinja cada vez mais pessoas, a forma com que usam essas tecnologias e as consequências do seu uso muitas vezes não é um fator determinante na modificação de sua condição social.
Fonte:http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/as-redes-comunicacao-no-mundo-globalizado.htm
Atividades
01) (UNEB) O século XX passou para a História como um dos mais importantes no processo de desenvolvimento dos meios de comunicação e de informação. A “revolução” ocorrida foi extraordinária, sem precedentes, e mudou radicalmente o estilo de vida das pessoas.
Em relação aos efeitos desse fenômeno, marque V nas afirmativas verdadeiras e F, nas falsas.
(    ) O exercício da liberdade, as ações sociais e as atividades comerciais se modificaram de forma homogênea nos continentes.
(    ) O sistema de comunicação se tornou um valioso instrumento político.
(    ) O Estado, que, inicialmente, via a internet como um “templo para amadores”, passou a considerá-la um serviço de utilidade pública.
(    ) A importância e a diversificação dos meios de comunicação impuseram uma única legislação, dirigida aos crimes virtuais, para todos os países.
(    ) A banalização da violência, na sociedade atual, se constitui uma das consequências do “mundo de fantasia” criado pela televisão.
A alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo, é a
a) FVFVV
b) FVVFV
c) VFVFF
d) FFVFV
e) VFFVF

02) (UFAM) “Como dispositivo de múltiplos usos, o telefone celular tem servido cada vez mais de suporte para convergência de mídia, potencialidade que o tem tornado alvo de investimentos por parte da indústria. Há previsões de que, em 2020, os dispositivos móveis serão o maior meio de acesso à internet.”
(RODRIGUES, Carla. Revista Galáxia, São Paulo, n. 20, 2010).
O contexto da citação acima se refere a uma das principais características do:
a) Capitalismo industrial.
b) Capitalismo financeiro.
c) Capitalismo informacional.
d) Capitalismo comercial.
e) Capitalismo da exploração.

03) (UNICENTRO) Observe a figura a seguir.
(Disponível em: . Acesso em: 10 maio 2013.)
A sociedade globalizada é resultante de um conjunto de atividades humanas que produziram inúmeras transformações em todas as esferas da vida social. Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, uma alteração na sociedade em consequência da sua globalização.
a) A disseminação da tecnologia de automação propiciou a diminuição no índice de desemprego dos trabalhadores.
b) A elevada massificação de informações em tempo real amplia o tempo disponível para refletir, aprimorando o esclarecimento das notícias para os cidadãos.
c) A terceira revolução industrial, amparada no uso da eletricidade, impulsionou a expansão da produção siderúrgica.
d) O aparato planetário do sistema de telecomunicação em rede fortalece a preservação de valores comunitários locais.
e) O complexo hegemônico dos donos da comunicação de massa procura selecionar as notícias transmitidas para o público.

04) (IFBA) Grande parte dos avanços tecnológicos integra o processo evolutivo da comunicação, conduzindo-nos para uma maior democratização da informação e, consequentemente, do saber. A comunicação virtual introduz um conceito de descentralização da informação e do poder de comunicar. Todo computador, conectado à internet, possui a capacidade de transmitir palavras, imagens, sons. Não se limita apenas aos donos de jornais e emissoras; qualquer pessoa pode construir um site na internet, sobre qualquer assunto e propagá-lo de maneira simples. O espaço cibernético tem se tornado um lugar essencial, um futuro próximo de comunicação completamente distinta da mídia clássica. [...]. A internet proporciona a interação entre locutor e interlocutor, uma vez que, na rede, qualquer elemento adquire a possibilidade de interação, havendo interconexões entre pessoas dos mais diferentes lugares do planeta, facilitando, portanto, o contato entre elas, assim como a busca por opiniões e ideias convergentes. Uma prova da eficiência da internet em construir esse ideal de propagação de mensagens e opiniões está na multiplicidade de temas que podem ser encontrados nela. Além dos sites, as listas de discussão, que agregam pessoas interessadas em um dado assunto, também merecem consideração. É nesse ponto que a internet se sobressai, pois integra e condensa nela todos os recursos de todas as formas de comunicação, como jornal, por exemplo. Além de apresentar todas as funções do jornalismo, que, segundo Beltrão são econômica, social, educativa e de entretenimento, ela é um meio de comunicação interativo. Além disso, há a questão da dinamicidade e da interatividade: o espaço virtual, diferentemente de um texto de jornal ou revista em papel, está constantemente em movimento.
GALLI, Fernanda. Linguagem da internet: um meio de comunicação global. In: Hipertexto e gêneros digitais.MARCUSCHI, Luiz Antônio; XAVIER, Antonio Carlos (Org.). São Paulo: Cortez, 2010, p. 151-2. (adaptado)
A partir da leitura, marque a alternativa que informa a ideia central do texto:
a) A descentralização da informação advinda da internet pode ser usada a favor dos donos de jornais.
b) O jornal e a revista em papel devem desaparecer, pois perderam espaço para as mídias virtuais e sua interatividade.
c) Todo jornal deve englobar questões socioeconômicas e culturais, a fim de deixar seu leitor bem informado.
d) No espaço cibernético, não há uma fiscalização das informações publicadas, tendo em vista que qualquer um pode criar um site.
e) A internet, no processo de evolução da comunicação, possibilitou uma maior interação entre as pessoas, as quais recebem e publicam informações sobre os mais diversos temas.

05) (IFBA)
Sem Facebook
Das minhas relações mais próximas, só três comungam comigo não ter facebook. Não pensem que tenho críticas, sou um entusiasta, apenas não quero usar. Pouco dou conta dos meus amigos, onde vou arranjar tempo para mais? Minha etiqueta me faz responder a tudo, teria que largar o trabalho se entrasse na rede social. Só recentemente minhas filhas me convenceram que se não respondesse um spam ninguém ficaria ofendido. A cidade ganhou a parada. Acabou o pequeno mundo onde todos se conheciam, onde não se podia esconder segredos e pecados. Viver na urbe é cruzar com desconhecidos, sentir a frieza do anonimato. Essa é a realidade da maioria. Meu apreço com as redes sociais é por acreditar que elas são um antídoto para o isolamento urbano. São uma novidade que imita o passado, uma nova versão, por vezes mais rica, por vezes mais pobre, da antiga comunidade. Detalhe: não quero retroceder, a simpatia é pelo resgate da nossa essência social. Vivemos para o olhar dos outros, essa é a realidade simples, evidente. Quem pensa o contrário vai à conversa da literatura de autoajuda, que idolatra a autossuficiência e acredita que é possível ser feliz sozinho. É uma ilusão tola. Nascemos para vitrine. Quando checamos insistentemente para saber como reagiram às nossas postagens, somos desvelados no pedido amoroso. O viciado em rede social é obcecado pela sociabilidade. Está em busca de um olhar, de uma aprovação, precisa disso para existir. Ou vamos acreditar que a carência, o desespero amoroso e a busca pelo reconhecimento são novidades da internet? Sei que o facebook é o retrato da felicidade fingida, todos vestidos de ego de domingo, mas essa é a demanda do nosso tempo. Critique nossos costumes, não o espelho. Sei também que as redes são usadas basicamente para frivolidades, é certo, mas isso somos nós. Se a vida miúda de uma cidadezinha fosse transcrita, não seria diferente. Fofoca, sabedoria de almanaque, dicas de produtos culturais, troca de impressões e às vezes até um bom conselho, além de ser um amplificador veloz para mobilizações. Também apontam que amigos virtuais não substituem os presenciais. Todos se dão conta, e justamente usam a rede na esperança de escapar dela. O objetivo final é ser visto e conhecido também fora. Usamos esse grande palco para ensaiar e se aproximar dos outros, fazer o que sempre fizemos. O facebook é a nostalgia da aldeia e sua superação.
CORSO, Mário. Sem Facebook. Disponível em: http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/cultura-e-lazer/ blogs/. Acesso em: 31 de agosto de 2013. (adaptado)
A) A leitura do texto nos faz concluir que

a) no primeiro parágrafo, o autor faz uma dura crítica ao uso do facebook.
b) a afirmação “A cidade ganhou a parada” (l. 11), no segundo parágrafo, nos faz inferir que as pessoas estão redescobrindo o prazer de vivenciar a cidade.
c) o quarto parágrafo traz um paradoxo, pois, apesar de parecermos isolados, viciados em redes sociais, o que desejamos realmente é o contato social.
d) no quinto parágrafo, há uma clara comparação entre o facebook e a vida nas cidades pequenas, onde prevalece a fofoca e a mentira.
e) no último parágrafo, o autor conclui afirmando que, na realidade, as pessoas querem escapar das redes sociais, pois reconhecem que é muito melhor ter amigos presenciais que virtuais.

B) De acordo com o texto, é correto afirmar que
I. responder a todas as solicitações dos amigos na internet faz parte da etiqueta social, a fim de manter as relações sociais.
II. com a internet, as pessoas buscam demonstrar seus sentimentos e emoções nas redes sociais, o que, na realidade, não é algo novo no comportamento humano.
III. na frase “O facebook é a nostalgia da aldeia e sua superação” (l. 55-56), pode-se entender que o facebook é superior às cidades e sua dinâmica.
A alternativa que indica a(s) afirmativa(s) verdadeira(s) é

a) I.
b) II.
c) I e II.
d) II e III.
e) I, II e III.

06) (UEMA) A letra da música de Gilberto Gil trata da rede de comunicação existente no mundo e sugere a importância dessa rede para a inclusão digital, do ponto de vista socioeconômico.

Pela Internet
Criar meu web site
Fazer minha home-page
Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada
Um barco que veleje

[...]
Eu quero entrar na rede
Promover um debate
Juntar via Internet
Um grupo de tietes de Connecticut

De Connecticut acessar
O chefe da milícia de Milão
Um hacker mafioso acaba de soltar
Um vírus pra atacar programas no Japão

Eu quero entrar na rede pra contactar
Os lares do Nepal, os bares do Gabão
Que o chefe da polícia carioca avisa pelo celular
Que lá na praça Onze tem um videopôquer para se jogar

GILBERTO GIL. Disco Quanta. Warner Music, 1997 (adaptado).

A relação entre a exclusão socioeconômica e a digital está apresentada na seguinte assertiva:

a) A digital desencadeia a socioeconômica, pela relação direta entre a existência de ampla tecnologia da informação e comunicação e a realidade dos países subdesenvolvidos.
b) A socioeconômica desencadeia a digital, por existir maior investimento dos países subdesenvolvidos no acesso à tecnologia de informação e comunicação, portanto, maior inclusão.
c) A socioeconômica desencadeia a digital, pois há relação igualitária entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos quanto ao acesso à tecnologia de informação e comunicação, e à inclusão.
d) A digital desencadeia a socioeconômica, à medida que o acesso às tecnologias de informação e comunicação se dá de forma mais estruturada nos países subdesenvolvidos.
e) A socioeconômica desencadeia a digital, por haver uma relação desfavorável quanto ao menor acesso dos países subdesenvolvidos à tecnologia de informação e comunicação


7) (G1 - ifsp 2012)  Leia o texto.

Fábrica

Nosso dia vai chegar
Termos nossa vez
Não é pedir demais
Quero justiça

Quero trabalhar em paz
Não é muito que peço
Eu quero trabalho honesto
Em vez de escravidão

Deve haver algum lugar
Onde o mais forte
Não consegue escravizar
Quem não tem chance

De onde vem a indiferença
Temperada a ferro e fogo?
Quem guarda os portões da fábrica?

O céu já foi azul, mas agora é cinza
E o que era verde aqui já não existe mais
Quem me dera acreditar
Que não acontece nada de tanto brincar com fogo
(…)

Nos versos da canção, composta por Renato Russo, há uma
a) exaltação ao processo de industrialização, sem levar em conta as péssimas condições de vida e trabalho dos operários.   
b) condenação ao processo de industrialização, porém, ressalta-se o caráter benéfico de tal processo à sociedade como um todo e aos operários em especial.   
c) clara divergência entre os ganhos humanos e ambientais e as perdas econômicas geradas pelo processo de industrialização.   
d) relação evidente entre o desenvolvimento do processo de industrialização e a preservação do meio ambiente.   
e) crítica direta ao processo de industrialização, com ênfase na exploração sobre os trabalhadores e na destruição do meio ambiente.    


MUNDO BIPOLAR
A Guerra Fria começa a ser contada com o envio das bombas atômicas às cidades de Hiroshima e Nagasaki e a consequente rendição japonesa na Segunda Guerra, o mundo parecia finalmente se encaminhar para um cenário mais pacífico. Em meados de 1945, o conflito fora oficialmente finalizado através da assinatura de acordos de paz que decretaram o triunfo dos Aliados e, portanto, a derrota das nações fascistas do Eixo. Muitos foram aqueles que proclamavam, então, a vitória da “democracia” ante o autoritarismo da “extrema-direita”.
No entanto, nesse mesmo cenário, iniciava-se outro conflito que, embora não declarado, viria a ser travado nas mais diversas esferas sociais, impactando nos destinos de todos os países do mundo. Liderados pelas duas grandes potências vitoriosas da 2ª Guerra, esse novo combate colocava em lados opostos dois regimes político-econômicos antagônicos, o capitalismo e o socialismo, então conduzidos, respectivamente, por Estados Unidos e União Soviética.
Após uma aliança momentânea no combate ao nazifascismo, URSS e EUA passavam a se entender como inimigos. Esta luta, porém, não viria a ser combatida numa guerra convencional. Como as duas potências dominavam a tecnologia nuclear, o risco da “destruição mútua” limitava as ações militares de ambos os lados, construindo um cenário marcado por uma espécie de “Equilíbrio pelo Terror”. É justamente a partir de tais referências que podemos determinar o início da Guerra Fria.

EXPANSÃO CAPITALISTA
Conflito de abrangência internacional, a Guerra Fria serviu como palco de uma intensa e constante disputa entre as potências envolvidas. Aos Estados Unidos, competia desenvolver estratégias com o intuito de ampliar a área de influência da economia capitalista. Para tanto, mostrava-se fundamental estabelecer alianças com o maior número possível de nações. É, neste sentido, que podemos localizar a formação da “Doutrina Truman” e do “Plano Marshall”.
Baseada nas diretirzes estabelecidas pelo então presidente norteamericano Harry Truman, a Doutrina Truman previa a intervenção dos EUA em áreas ameaçadas pelo comunismo. Tal ingerência baseava-se no apoio militar e financeiro a essas regiões. Concomitantemente, o Plano Marshall fundamentava-se no auxílio econômico aos países europeus destruídos pela Segunda Guerra. Buscava, com isso, revitalizar a economia de mercado nessas localidades.
Com o mesmo intuito de bloquear a expansão vermelha, foram criadas ainda a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e a OEA (Organização dos Estados Americanos). Internamente, o governo estadounidense realizou uma verdadeira “caça às bruxas”, com a perseguição de “simpatizantes comunistas” presentes no território norteamericano. Liderado pelo senador Joseph McCarthy, tal “caçada” ficou conhecida como Macarthismo.

URSS E O MURO DE BERLIM
Do outro lado da “Cortina de Ferro”, as diretrizes socialistas eram estabelecidas, em sua maioria, pela União Soviética. Já nos primeiros momentos da Guerra Fria, o governo de Joseph Stalin liderou a criação do “Comecon” (Conselho Econômico de Assistência Mútua), que buscava aumentar a interação econômica entre as nações socialistas. Buscava-se, assim, fragilizar o mercado capitalista, notadamente no Leste Europeu.

Cortina de Ferro (Foto: Reprodução/Colégio Qi)
Cortina de Ferro (Foto: Reprodução/Colégio Qi)

Na lógica da “Corrida Armamentista” e objetivando fazer frente à OTAN, a União Soviética concebeu o Pacto de Varsóvia, acordo que previa a ajuda militar mútua entre as nações ligadas a Moscou. Criou ainda a KGB que, através de um intenso programa de espionagem, cumpria o importante papel de coletar informações que seriam utilizadas no combate a grupos opositores do regime soviético. Funções semelhantes eram desempenhadas pelo FBI e CIA nos EUA, evidentemente em resistência à expansão socialista.

Construção do Muro de Berlim (Foto: Reprodução/Colégio Qi) 
Construção do Muro de Berlim (Foto: Reprodução/Colégio Qi)

Em meados da década de 1950, a divisão estabelecida pela Guerra Fria ganhou visibilidade a partir da construção do Muro de Berlim. Embora a capital alemã, tal qual o próprio país, já estivesse dividida desde o fim da 2ª Guerra Mundial em duas áreas de influência (uma capitalista e outra socialista), a edificação do muro deu à “Cortina de Ferro” uma espantosa materialidade.
Concretizado, a partir de ações comandadas pelo governo soviético, o Muro de Berlim dificultava a circulação de pessoas entre as duas regiões que formavam a cidade. Entre os anos de 1961 e 1989, período de existência do Muro, a barreira tinha como norte evitar a emigração de indivíduos residentes na porção oriental em direção ao lado capitalista, que então parecia ofertar oportunidades de vida mais atraentes.

Fonte: http://educacao.globo.com/historia/assunto/guerra-fria/mundo-bipolar-e-guerra-fria.html

Atividades

1)  Quais eram as potências que estavam em confronto durante a Guerra Fria? Por  que chamamos esse periodo de Mundo Bipolar?

2) Pesquise e apresente o que foi:
a) Doutrina Truman
b) Plano Marshall
c) Cortina de Ferro
d) Pacto de Varsóvia
e) Corrida Armamentista

3) (Cesgranrio) Após a Segunda Guerra Mundial, consolidou-se uma ordem político-econômica internacional que expressou o(a):
a) conflito político e ideológico entre a União Soviética e os Estados Unidos.
b) supremacia política e militar da Europa Ocidental.
c) subordinação neocolonial dos países árabes e da América Latina.
d) liderança política mundial da China Comunista através de sua participação na ONU.
e) hegemonia econômica mundial das ex-nações imperialistas, tais como a Inglaterra e a França.

4) A bipolarização das nações do globo, após a Segunda Grande Guerra, sob o ponto de vista político e principalmente militar, deu origem ao fenômeno denominado:
a) Mercado Comum Europeu e Conselho de Assistência Econômica Mútua;
b) Guerra Fria;
c) Detente;
d) Guerra de Posição;
e) Nova Política Econômica (NEP).

5)(VUNESP) A ordem geopolítica bipolar, que se desagregou quase que totalmente nos últimos anos, cede lugar a uma nova ordem:
a) multipolar
b) sem pólos ou centros de decisão
c) monopolar
d) neonazista
e) apolítica

6)(UFPR) Sobre a Guerra Fria, assinale a alternativa CORRETA.
a) A construção do Muro de Berlim ergueu o maior símbolo concreto da Guerra Fria. Foi construído por determinação das autoridades da Alemanha Ocidental para evitar a passagem e as fugas para o território da Alemanha Oriental, durante cerca de três décadas, ele simbolizou a cisão entre as superpotências.
b) Durante a dominação das superpotências, todos os países mundiais obedeciam às diretrizes traçadas pelos estadunidenses e pelos soviéticos. De um lado, os Estados Unidos propondo, por exemplo, uma ordem econômica baseada no neoliberalismo; de outro, a ex-União Soviética pregando a economia planificada e centralizada.
c) Uma das imagens que a bipolaridade política reforçou foi a de que o mundo estava congelado do ponto de vista político-ideológico. Isso é verdadeiro, já que neste período nenhuma inovação ocorreu, seja no capitalismo, seja no chamado socialismo.
d) O confronto entre as duas potências aconteceu em vários pontos do mundo com vários países recebendo armas nucleares e outros armamentos que disputavam, entre si, o controle territorial de vastas áreas, principalmente na África e Oceania.
e) O fenômeno da Guerra Fria é definido, pela ampla maioria dos estudiosos do assunto, como o período no qual duas superpotências buscavam controlar o mundo e expandir suas áreas de influência opondo dois sistemas – o capitalismo e o socialismo estatal -, ao mesmo tempo em que se reafirmava como as detentoras do poder mundial e impediam o surgimento de outras alternativas de poder.

7) Guerra Fria foi o nome dado a um conflito após a Segunda Guerra Mundial (1945) envolvendo dois países que adotavam sistemas político-econômicos opostos: capitalismo e socialismo. Os dois países protagonistas da Guerra Fria são:
a) Estados Unidos e Japão.
b) Inglaterra e União Soviética.
c) União Soviética e Itália.
d) Alemanha e França.

e) Estados Unidos e União Soviética.

8) (Pucrj 2010) Enquanto um povo se uniu em 1989 sobre as ruínas de um muro que ia de Dresden a Berlim, outros muros são levantados na atualidade para separar os homens, tornando-os estrangeiros, inimigos.
Observe as imagens e faça o que se pede a seguir.





a) CARACTERIZE o contexto histórico em que foi construído o muro de Berlim.

b) IDENTIFIQUE dois aspectos relativos às tensões vividas na fronteira entre Estados Unidos e México, na atualidade.

Industrialização Brasileira


Industrialização Mundial


Industrialização Brasileira


O Brasil é considerado um país emergente ou em desenvolvimento. Apesar disso, está quase um século atrasado industrialmente e tecnologicamente em relação às nações que ingressaram no processo de industrialização no momento em que a Primeira Revolução Industrial entrou em vigor, como Inglaterra, Alemanha, França, Estados Unidos, Japão e outros.

As indústrias no Brasil se desenvolveram a partir de mudanças estruturais de caráter econômico, social e político, que ocorreram principalmente nos últimos trinta anos do século XIX.


O conjunto de mudanças aconteceu especialmente nas relações de trabalho, com a expansão do emprego remunerado que resultou em aumento do consumo de mercadorias, a abolição do trabalho escravo e o ingresso de estrangeiros no Brasil como italianos, alemães, japoneses, dentre muitas outras nacionalidades, que vieram para compor a mão de obra, além de contribuir no povoamento do país, como ocorreu na região Sul. Um dos maiores acontecimentos no campo político foi a proclamação da República. Diante desses acontecimentos históricos, o processo industrial brasileiro passou por quatro etapas.

• Primeira etapa: essa ocorreu entre 1500 e 1808, quando o país ainda era colônia. Dessa forma, a metrópole não aceitava a implantação de indústrias (salvo em casos especiais, como os engenhos) e a produção tinha regime artesanal.

• Segunda etapa: corresponde a uma fase que se desenvolveu entre 1808 a 1930, que ficou marcada pela chegada da família real portuguesa em 1808. Nesse período foi concedida a permissão para a implantação de indústria no país a partir de vários requisitos, dentre muitos, a criação, em 1828, de um tributo com taxas de 15% para mercadorias importadas e, em 1844, a taxa tributária foi para 60%, denominada de tarifa Alves Branco. Outro fator determinante nesse sentido foi o declínio do café, momento em que muitos fazendeiros deixaram as atividades do campo e, com seus recursos, entraram no setor industrial, que prometia grandes perspectivas de prosperidade. As primeiras empresas limitavam-se à produção de alimentos, de tecidos, além de velas e sabão. Em suma, tratava-se de produtos sem grandes tecnologias empregadas.

• Terceira etapa: período que ocorreu entre 1930 e 1955, momento em que a indústria recebeu muitos investimentos dos ex-cafeicultores e também em logística. Assim, houve a construção de vias de circulação de mercadorias, matérias-primas e pessoas, proveniente das evoluções nos meios de transporte que facilitaram a distribuição de produtos para várias regiões do país (muitas ferrovias que anteriormente transportavam café, nessa etapa passaram a servir os interesses industriais). Foi instalada no país a Companhia Siderúrgica Nacional, construída entre os anos de 1942 e 1947, empresa de extrema importância no sistema produtivo industrial, uma vez que abastecia as indústrias com matéria-prima, principalmente metais. No ano de 1953, foi instituída uma das mais promissoras empresas estatais: a PETROBRAS.

• Quarta etapa: teve início em 1955, e segue até os dias de hoje. Essa fase foi promovida inicialmente pelo presidente Juscelino Kubitschek, que promoveu a abertura da economia e das fronteiras produtivas, permitindo a entrada de recursos em forma de empréstimos e também em investimentos com a instalação de empresas multinacionais. Com o ingresso dos militares no governo do país, no ano de 1964, as medidas produtivas tiveram novos rumos, como a intensificação da entrada de empresas e capitais de origem estrangeira comprometendo o crescimento autônomo do país, que resultou no incremento da dependência econômica, industrial e tecnológica em relação aos países de economias consolidadas. No fim do século XX houve um razoável crescimento econômico no país, promovendo uma melhoria na qualidade de vida da população brasileira, além de maior acesso ao consumo. Houve também a estabilidade da moeda, além de outros fatores que foram determinantes para o progresso gradativo do país.

Guerra Fria



A Guerra Fria, que teve seu início logo após a Segunda Guerra Mundial (1945) e a extinção da União Soviética (1991) é a designação atribuída ao período histórico de disputas estratégicas e conflitos indiretos entre os Estados Unidos e a União Soviética, disputando a hegemonia política, econômica e militar no mundo.

Causas


A União Soviética buscava implantar o socialismo em outros países para que pudessem expandir a igualdade social, baseado na economia planificada, partido único (Partido Comunista), igualdade social e falta de democracia. Enquanto os Estados Unidos, a outra potência mundial, defendia a expansão do sistema capitalista, baseado na economia de mercado, sistema democrático e propriedade privada.

Com o fim da Segunda Guerra Mundial o contraste entre o capitalismo e socialismo era predominante entre a política, ideologia e sistemas militares. Apesar da rivalidade e tentativa de influenciar outros países, os Estados Unidos não conflitou a União Soviética (e vice-versa) com armamentos, pois os dois países tinham em posse grande quantidade de armamento nuclear, e um conflito armado direto significaria o fim dos dois países e, possivelmente, da vida em nosso planeta. Porém ambos acabaram alimentando conflitos em outros países como, por exemplo, na Coréia e no Vietnã

Com o objetivo de reforçar o capitalismo, o presidente dos Estados Unidos, Harry Truman, lança o Plano Marshal, que era um oferecimento de empréstimos com juros baixos e investimentos para que os países arrasados na Segunda Guerra Mundial pudessem se recuperar economicamente. A partir desta estratégia a União Soviética criou, em 1949, o Comecon, que era uma espécie de contestação ao Plano Marshall que impedia seus aliados socialistas de se interessar ao favorecimento proposto pelo então inimigo político.

A Alemanha por sua vez, aderiu o Plano Marshall para se restabelecer, o que fez com que a União Soviética bloqueasse todas as rotas terrestres que davam acesso a Berlim. Desta forma, a Alemanha, apoiada pelos Estados Unidos, abastecia sua parte de Berlim por vias aéreas provocando maior insatisfação soviética e o que provocou a divisão da Alemanha em Alemanha Oriental e Alemanha Ocidental.

Em 1949, os Estados Unidos juntamente com seus aliados criam a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) que tinha como objetivo manter alianças militares para que estes pudessem se proteger em casos de ataque. Em contra partida, a União Soviética assina com seus aliados o Pacto de Varsóvia que também tinha como objetivo a união das forças militares de toda a Europa Oriental.

Entre os aliados da Otan destacam-se: Estados Unidos, Canadá, Grécia, Bélgica, Itália, França, Alemanha Ocidental, Holanda, Áustria, Dinamarca, Inglaterra, Suécia, Espanha. E os aliados do Pacto de Varsóvia destacam-se: União Soviética, Polônia, Cuba, Alemanha Oriental, China, Coréia do Norte, Iugoslávia, Tchecoslováquia, Albânia, Romênia.


Origem do nome


É chamada "fria" porque não houve uma guerra direta entre as superpotências, dada a inviabilidade da vitória em uma batalha nuclear.


Envolvimentos Indiretos


Guerra da Coréia : Entre os anos de 1951 e 1953 a Coréia foi palco de um conflito armado de grandes proporções. Após a Revolução Maoista ocorrida na China, a Coréia sofre pressões para adotar o sistema socialista em todo seu território. A região sul da Coréia resiste e, com o apoio militar dos Estados Unidos, defende seus interesses. A guerra dura dois anos e termina, em 1953, com a divisão da Coréia no paralelo 38. A Coréia do Norte ficou sob influência soviética e com um sistema socialista, enquanto a Coréia do Sul manteve o sistema capitalista.

Guerra do Vietnã : Este conflito ocorreu entre 1959 e 1975 e contou com a intervenção direta dos EUA e URSS. Os soldados norte-americanos, apesar de todo aparato tecnológico, tiveram dificuldades em enfrentar os soldados vietcongues (apoiados pelos soviéticos) nas florestas tropicais do país. Milhares de pessoas, entre civis e militares morreram nos combates. Os EUA saíram derrotados e tiveram que abandonar o território vietnamita de forma vergonhosa em 1975. O Vietnã passou a ser socialista. 


Fim da Guerra Fria


A falta de democracia, o atraso econômico e a crise nas repúblicas soviéticas acabaram por acelerar a crise do socialismo no final da década de 1980. Em 1989 cai o Muro de Berlim e as duas Alemanhas são reunificadas.

No começo da década de 1990, o então presidente da União Soviética Gorbachev começou a acelerar o fim do socialismo naquele país e nos aliados. Com reformas econômicas, acordos com os EUA e mudanças políticas, o sistema foi se enfraquecendo. Era o fim de um período de embates políticos, ideológicos e militares. O capitalismo vitorioso, aos poucos, iria sendo implantado nos países socialistas.

Fonte: http://www.sohistoria.com.br/ef2/guerrafria/

Setores da Economia

A economia de um país pode ser dividida em setores (primário, secundário e terciário) de acordo com os produtos produzidos, modos de produção e recursos utilizados. Estes setores econômicos podem mostrar o grau de desenvolvimento econômico de um país ou região.

Setor Primário 

O setor primário está relacionado a produção através da exploração de recursos da natureza. Podemos citar como exemplos de atividades econômicas do setor primário: agricultura, mineração, pesca, pecuária, extrativismo vegetal e caça. É o setor primário que fornece a matéria-prima para a indústria de transformação. 
Este setor da economia é muito vulnerável, pois depende muito dos fenômenos da natureza como, por exemplo, do clima. 
A produção e exportação de matérias-primas não geram muita riqueza para os países com economias baseadas neste setor econômico, pois estes produtos não possuem valor agregado como ocorre, por exemplo, com os produtos industrializados. 

Setor Secundário

É o setor da economia que transforma as matérias-primas (produzidas pelo setor primário) em produtos industrializados (roupas, máquinas, automóveis, alimentos industrializados, eletrônicos, casas, etc). Como há conhecimentos tecnológicos agregados aos produtos do setor secundário, o lucro obtido na comercialização é significativo. Países com bom grau de desenvolvimento possuem uma significativa base econômica concentrada no setor secundário. A exportação destes produtos também gera riquezas para as indústrias destes países.

Setor Terciário

É o setor econômico relacionado aos serviços. Os serviços são produtos não meterias em que pessoas ou empresas prestam a terceiros para satisfazer determinadas necessidades. Como atividades econômicas deste setor econômicos, podemos citar: comércio, educação, saúde, telecomunicações, serviços de informática, seguros, transporte, serviços de limpeza, serviços de alimentação, turismo, serviços bancários e administrativos, transportes, etc. 
Este setor é marcante nos países de alto grau de desenvolvimento econômico. Quanto mais rica é uma região, maior é a presença de atividades do setor terciário. Com o processo de globalização, iniciado no século XX, o terciário foi o setor da economia que mais se desenvolveu no mundo.

Disponível em: http://www.suapesquisa.com/geografia/setores_economia.htm

Globalização



A globalização é um dos termos mais frequentemente empregados para descrever a atual conjuntura do sistema capitalista e sua consolidação no mundo. Na prática, ela é vista como a total ou parcial integração entre as diferentes localidades do planeta e a maior instrumentalização proporcionada pelos sistemas de comunicação e transporte.


Mas o que é globalização exatamente?


O conceito de globalização é dado por diferentes maneiras conforme os mais diversos autores em Geografia, Ciências Sociais, Economia, Filosofia e História que se pautaram em seu estudo. Em uma tentativa de síntese, podemos dizer que a globalização é entendida como a integração com maior intensidade das relações socioespaciais em escala mundial, instrumentalizada pela conexão entre as diferentes partes do globo terrestre.

Vale lembrar, no entanto, que esse conceito não se refere simplesmente a uma ocasião ou acontecimento, mas a um processo. Isso significa dizer que a principal característica da globalização é o fato de ela estar em constante evolução e transformação, de modo que a integração mundial por ela gerada é cada vez maior ao longo do tempo.

Há um século, por exemplo, a velocidade da comunicação entre diferentes partes do planeta até existia, porém ela era muito menos rápida e eficiente que a dos dias atuais, que, por sua vez, poderá ser considerada menos eficiente em comparação com as prováveis evoluções técnicas que ocorrerão nas próximas décadas. Podemos dizer, então, que o mundo encontra-se cada dia mais globalizado.

O avanço realizado nos sistemas de comunicação e transporte, responsável pelo avanço e consolidação da globalização atual, propiciou uma integração que aconteceu de tal forma que tornou comum a expressão “aldeia global”. O termo “aldeia” faz referência a algo pequeno, onde todas as coisas estão próximas umas das outras, o que remete à ideia de que a integração mundial no meio técnico-informacional tornou o planeta metaforicamente menor.

A origem da Globalização


Não existe um total consenso sobre qual é a origem do processo de globalização. O termo em si só veio a ser elaborado a partir da década de 1980, tendo uma maior difusão após a queda do Muro de Berlim e o fim da Guerra Fria. No entanto, são muitos os autores que defendem que a globalização tenha se iniciado a partir da expansão marítimo-comercial europeia, no final do século XV e início do século XVI, momento no qual o sistema capitalista iniciou sua expansão pelo mundo.

De toda forma, como já dissemos, ela foi gradativamente apresentando evoluções, recebendo incrementos substanciais com as transformações tecnológicas proporcionadas pelas três revoluções industriais. Nesse caso, cabe um destaque especial para a última delas, também chamada de Revolução Técnico-Científica-Informacional, iniciada a partir de meados do século XX e que ainda se encontra em fase de ocorrência. Nesse processo, intensificaram-se os avanços técnicos no contexto dos sistemas de informação, com destaque para a difusão dos aparelhos eletrônicos e da internet, além de uma maior evolução nos meios de transporte.

Portanto, a título de síntese, podemos considerar que, se a globalização iniciou-se há cerca de cinco séculos aproximadamente, ela consolidou-se de forma mais elaborada e desenvolvida ao longo dos últimos 50 anos, a partir da segunda metade do século XX em diante.

Características da globalização / aspectos positivos e negativos


Uma das características da globalização é o fato de ela se manifestar nos mais diversos campos que sustentam e compõem a sociedade: cultura, espaço geográfico, educação, política, direitos humanos, saúde e, principalmente, a economia. Dessa forma, quando uma prática cultural chinesa é vivenciada nos Estados Unidos ou quando uma manifestação tradicional africana é revivida no Brasil, temos a evidência de como as sociedades integram suas culturas, influenciando-se mutuamente.

Existem muitos autores que apontam os problemas e os aspectos negativos da globalização, embora existam muitas polêmicas e discordâncias no cerne desse debate. De toda forma, considera-se que o principal entre os problemas da globalização é uma eventual desigualdade social por ela proporcionada, em que o poder e a renda encontram-se em maior parte concentrados nas mãos de uma minoria, o que atrela a questão às contradições do capitalismo.

Além disso, acusa-se a globalização de proporcionar uma desigual forma de comunicação entre os diferentes territórios, em que culturas, valores morais, princípios educacionais e outros são reproduzidos obedecendo a uma ideologia dominante. Nesse sentido, forma-se, segundo essas opiniões, uma hegemonia em que os principais centros de poder exercem um controle ou uma maior influência sobre as regiões economicamente menos favorecidas, obliterando, assim, suas matrizes tradicionais.

Entre os aspectos positivos da globalização, é comum citar os avanços proporcionados pela evolução dos meios tecnológicos, bem como a maior difusão de conhecimento. Assim, por exemplo, se a cura para uma doença grave é descoberta no Japão, ela é rapidamente difundida (a depender do contexto social e econômico) para as diferentes partes do planeta. Outros pontos considerados vantajosos da globalização é a maior difusão comercial e também de investimentos, entre diversos outros fatores.

É claro que o que pode ser considerado como vantagem ou desvantagem da globalização depende da abordagem realizada e também, de certa forma, da ideologia empregada em sua análise. Não é objetivo, portanto, deste texto entrar no mérito da discussão em dizer se esse processo é benéfico ou prejudicial para a sociedade e para o planeta.

Efeitos da Globalização


Existem vários elementos que podem ser considerados como consequências da globalização no mundo. Uma das evidências mais emblemáticas é a configuração do espaço geográfico internacional em redes, sejam elas de transporte, de comunicação, de cidades, de trocas comerciais ou de capitais especulativos. Elas formam-se por pontos fixos – sendo algumas mais preponderantes que outras – e pelos fluxos desenvolvidos entre esses diferentes pontos.

Outro aspecto que merece destaque é a expansão das empresas multinacionais, também chamadas de transnacionais ou empresas globais. Muitas delas abandonam seus países de origem ou, simplesmente, expandem suas atividades em direção aos mais diversos locais em busca de um maior mercado consumidor, de isenção de impostos, de evitar tarifas alfandegárias e de angariar um menor custo com mão de obra e matérias-primas. O processo de expansão dessas empresas globais e suas indústrias reverberou no avanço da industrialização e da urbanização em diversos países subdesenvolvidos e emergentes, incluindo o Brasil.

Outra dinâmica propiciada pelo avanço da globalização é a formação dos acordos regionais ou dos blocos econômicos. Embora essa ocorrência possa ser inicialmente considerada como um entrave à globalização, pois acordos regionais poderiam impedir uma global interação econômica, ela é fundamental no sentido de permitir uma maior troca comercial entre os diferentes países e também propiciar ações conjunturais em grupos.

Por fim, cabe ressaltar que o avanço da globalização culminou também na expansão e consolidação do sistema capitalista, além de permitir sua rápida transformação. Assim, com a maior integração mundial, o sistema liberal – ou neoliberal – ampliou-se consideravelmente na maior parte das políticas econômicas nacionais, difundindo-se a ideia de que o Estado deve apresentar uma mínima intervenção na economia.

A globalização é, portanto, um tema complexo, com incontáveis aspectos e características. Sua manifestação não pode ser considerada linear, de forma a ser mais ou menos intensa a depender da região onde ela se estabelece, ganhando novos contornos e características. Podemos dizer, assim, que o mundo vive uma ampla e caótica inter-relação entre o local e o global.


Por Me. Rodolfo Alves Pena -
Disponível em: http://brasilescola.uol.com.br/geografia/globalizacao.htm